quarta-feira, janeiro 09, 2008

Hey there Delilah


Hey there Delilah
whats it like in New York city
I’m a thousand miles away
but girl tonight you look so pretty
yes you do
Time Square cant shine as bright as you
I swear it’s true

Hey there Delilah
don’t you worry about the distance
I’m right there if you get lonely
give this song another listen
close your eyes
listen to my voice its my disguise
I’m by your side

oh its what you do to me
what you do to me

Hey there Delilah
I know times are getting hard
but just believe me girl
someday ill pay the bills with this guitar
we'll have it good
we'll have the life we knew we would
my word is good

Hey there Delilah
I’ve got so much left to say
if every simple song I wrote to you
would take your breath away
id write it all
even more in love with me you’d fall
we'd have it all

oh its what you do to me

A thousand miles seems pretty far
but they've got planes and trains and cars
id walk to you if I had no other way
our friends would all make fun of us
and we'll just laugh along because we know
that none of them have felt this way
Delilah I can promise you
that by the time that we get through
the world will never ever be the same
and you’re to blame

Hey there Delilah
you be good and don’t you miss me
two more years and you’ll be done with school
and ill be making history like I do
you know its all because of you
we can do whatever we want to
hey there Delilah here’s to you
this ones for you

oh its what you do to me
what you do to me



Plain White T's
Imagem retirada da net

Soneto de Mal-Amar


Invento-te recordo-te distorço
a tua imagem mal e bem amada
sou apenas a forja em que me forço
a fazer das palavras tudo ou nada.

A palavra desejo incendiada
lambendo a trave mestra do teu corpo
a palavra ciúme atormentada
a provar-me que ainda não estou morto.

E as coisas que eu não disse? Que não digo:
Meu terraço de ausência meu castigo
meu pântano de rosas afogadas.

Por ti me reconheço e contradigo
chão das palavras mágoa joio e trigo
apenas por ternura levedadas.



Ary dos Santos
Imagem retirada da net

terça-feira, janeiro 08, 2008

Cavalo à solta



Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve, breve
instante da loucura

Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo

Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura



Ary dos Santos
Imagem retirada da net

Eles & Elas


Imagem retirada daqui:
http://www.benett-o-matic.blogger.com.br/



Imagem retirada da net

Flor do Medo


Venha me beijar de uma vez
Você pensa demais pra decidir
Venha a mim de corpo e alma
Libera e deixa o que for nos unir
Não vá fugir mais uma vez
Vença a falta de ar que a flor do medo traz
Tente pensar
Pode até ser mal e tal
Mas pode até ser que seja demais

Tudo vai mudar
Posso pressentir
Você vai lembrar e rir
Alguma dor que não vai matar ninguém
Pode ser vista, nos rondar
Não precisa se assustar
Isso é clamor
De amor

Venha me beijar de uma vez
Feito nuvem no ar sem aflição
Vem a mim de corpo e alma
Libera a paz do meu coração
Não vá se perder outra vez
Nesse mesmo lugar por onde já passou
Tente pensar
Pode até ser sonho e tal
É, mas pode até ser que seja o amor


Djavan
Imagem retirada da net

Coisas de Sexo






Imagens retiradas daqui:
http://www.benett-o-matic.blogger.com.br/

Problemas de comunicação

DICIONÁRIO FEMININO - O que diz & O que diz realmente

Sim - Não.
Não - Sim.
Não sei - Sim.
Talvez - Não.
Tenho muita pena - Vai ser como eu quero.
Nós queremos - Eu quero.
Faz como quiseres - Vais pagar muito caro por isto.
Vamos conversar - Quero fazer queixas de ti.
Vai em frente - Não quero que vás.
Não estou chateada - Claro que eu estou chateada.
Sê romântico, apaga a luz - Sinto-me gorda.
Esta cozinha não é grande coisa - Quero uma casa nova.
Amas-me muito? - Eu fiz uma coisa que tu não vais gostar nada de saber.
Estou pronta num minuto - Tira os sapatos, liga a televisão e relaxa.
Estou gorda? - Diz-me que estou bonita.
Tens de aprender a comunicar - Concorda sempre comigo.
Não estou a gritar! - Estou a berrar!


DICIONÁRIO MASCULINO - O que diz & O que diz realmente

Estou com fome - Estou com fome.
Estou com sono - Estou com sono.
Estou cansado - Estou cansado.
Queres ir ao cinema? – Vamos para a cama?
Posso convidar-te para jantar? - Vamos para a cama?
Posso ligar-te? - Vamos para a cama?
Queres dançar comigo? - Vamos para a cama?
Esse vestido é bonito - Uau!! Que belo decote!! Vamos para a cama?
Pareces tensa, deixa-me fazer-te uma massagem - Vamos para a cama?
Estou chateado - Vamos para a cama?
Amo-te - Vamos para a cama já!
Queres casar comigo? - Não quero que vás para a cama com outros.
Gosto mais deste – Traz um vestido qualquer e vamos para a cama.
Vamos conversar - Vês como sou sensível? Talvez queiras vir comigo para a cama.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

(Diz) A verdade


Se te perguntarem por nós, sobre
que coisa fazemos quando estamos
juntos, diz a verdade

que deslocamos os cometas sem
querer, as estrelas para desenhos e
a lua garantindo o amor

Diz a verdade sobre a intervenção
na cósmica escolha dos casais,
a obrigação de nos obedecer

não fosse o universo desentender quem
somos e favorecer a separação ou,
pior, o não nos havermos conhecido


Paulo Praça – Disco de Cabeceira
Imagem retirada da net

O sopro do coração


Sim, o amor é vão
É certo e sabido
Mas então (Porque não)
Porque sopra ao ouvido
O sopro do coração
Se o amor é vão
Mera dor mero gozo
Sorvedouro caprichoso
No sopro do coração
No sopro do coração

Mas nisto o vento sopra doido
E o que foi do
Corpo no turbilhão

Sopra doido
E o que foi do
Corpo alado
Nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas
Só meras brisas
Raras

Corto em dois limão
Chego o ouvido
Ao frescor
Ao barulho
À acidez do mergulho
No sangue do coração
Pulsar em vão
É bem dele
É bem isso
E apesar disso eriça a pele
O sopro do coração
O sopro do coração

Mas nisto o vento sopra doido
E o que foi do
Corpo no turbilhão

Sopra doido
E o que foi do
Corpo alado
Nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas
Só meras brisas
Raras


Clã - Lustro
Foto retirada da net

Luiz Pacheco (1925-2008)


Escritor, crítico literário, polemista maldito, fundador da editora Contraponto, nasceu em Lisboa em 1925.
Próximo da tendência surrealista, escreveu entre outras obras:
O Teodolito (1962)
Comunidade (1964)
Crítica de Circunstância (1966)
O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor (1970)
Literatura Comestível (1972)
Memorando Mirabolando (1995).

Faleceu no passado Sábado.

Bibliografia aqui:
http://luizpacheco.no.sapo.pt/bibliografia/

Mais informação aqui:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Pacheco


Foto retirada da net

domingo, janeiro 06, 2008

Memories



All of my memories keep you near.
In silent moments imagine you be here.


Within Temptation - The Silent Force

sábado, janeiro 05, 2008

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Sem ti


Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê?


Adriana Calcanhoto
Foto retirada da net

Cântico Negro


"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!


José Régio
Imagem retirada da net

Soneto de amor


Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., — unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... — abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!


José Régio

Foto retirada da net

Soneto da devoção


Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.

Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.

Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.

Essa mulher é um mundo! — Uma cadela
Talvez... — mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!



Vinícius de Moraes
Foto retirada da net

4 de Janeiro


A 4 de Janeiro de 1809, nasce em Coupvray, Louis Braille, criador do sistema de leitura para invisuais.


Faleceu a 6 de Janeiro de 1852.


Imagens retiradas da net

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Modo de amar V


Docemente amor
ainda docemente

o tacto é pouco
e curvo sob os lábios

e se um anel no corpo
é saliente
digamos que é da pedra
em que se rasga

Opala enorme
e morna
tão fremente

dália suposta
sob o calor da carne

lábios cedidos
de pétalas dormentes

Louca ametista
com odores de tarde

Avidamente amor
com desespero e calma

as mãos subindo
pela cintura dada
aos dedos puros
numa aridez de praia
que a curvam loucos até ao chão da sala

Ferozmente amor
com torpidez e raiva

as ancas descendo como cabras
tão estreitas e duras
que desarmam
a tepidez das minhas
que se abrem

E logo os ombros
descaem
e os cabelos

desfalecem as coxas que retomam
das tuas
o pecado
e o vencê-lo
em cada movimento em que se domam

Suavemente amor
agora velozmente

os rins suspensos
os pulsos
e as espáduas

o ventre erecto
enquanto vai crescendo
planta viva entre as minhas nádegas


Maria Teresa Horta
Foto retirada da net

Modo de amar IV


Encostada de costas
ao teu peito

em leque as pernas
abertas
o ventre inclinado

ambos de pé
formando lentos gestos

as sombras brandas
tombadas no soalho



Maria Teresa Horta
Foto retirada da net

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Modo de amar III


É bom nadar assim
em cima do teu corpo
enquanto tu mergulhas já dentro do meu

Ambos piscinas que a nado atravessamos
de costas tu meu amor
de bruços eu


Maria Teresa Horta
Imagem retirada da net

Modo de Amar II


Pôr-me-ás de borco,
assim inclinada...
a nuca a descoberto,
o corpo em movimento...

a testa a tocar
a almofada,
que os cabelos afloram,
tempo a tempo...

Pôr-me-ás de borco;
Digo:
ajoelhada...

as pernas longas
firmadas no lençol...

e não há nada, meu amor,
já nada, que não façamos como quem consome...

(Pôr-me-ás de borco,
assim inclinada...

os meus seios pendentes
nas tuas mãos fechadas.)



Maria Teresa Horta
Foto retirada da net

Modo de Amar I


Lambe-me os seios
desmancha-me a loucura

Usa-me as coxas
devasta-me o umbigo

Abre-me as pernas
põe-nas nos teus ombros

E lentamente faz o que te digo



Maria Teresa Horta
Foto retirada da net

Um Beijo


Que te mostre como te quero.
Que te mostre como te desejo.


Foto de Robert Doisneau
Paris, 1950

Bom ano de 2008


Não se esqueçam de ser felizes...


Imagem retirada da net