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segunda-feira, julho 23, 2012


Nesses dias longínquos, lutava contra a fome e o medo do amanhã. Nenhuma prosperidade me poderá libertar desse medo. Sou como um homem que estivesse habitado por um espírito: o espírito da pobreza, o espírito da privação. 

Charles Chaplin




Um homem com fome não é um homem livre.

Robert Stevenson





Foto retirada da net

sexta-feira, novembro 25, 2011

A Letargia


"Primeiro vieram buscar os comunistas.
Eu não disse nada porque não era comunista.

Depois vieram pelos judeus.
Eu não disse nada porque não era judeu.

Depois vieram pelos sindicalistas.
Eu não disse nada porque não era sindicalista.

Depois vieram pelos católicos.
Eu não disse nada porque era protestante.

Depois vieram por mim e, nessa altura, já não havia ninguém para erguer a voz."




Martin Niemöller
Imagem retirada da net

quarta-feira, novembro 23, 2011

A Indiferença


"Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro.

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário.

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável.

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei.

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo."



Eugen Berthold Friedrich Brecht (Bertolt Brecht)
Imagem retirada da net

segunda-feira, novembro 21, 2011

A Omissão


"Na primeira noite, eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam o nosso cão. E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada."



Vladimir Vladimirovich Maiakovski
Foto retirada da net

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Frase do dia


Se tens um coração de ferro bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia.

José Saramago

quarta-feira, novembro 10, 2010

What do you say?


Some men see things as they are and say, "Why?"
I dream of things that never were and say, "Why not?"


George Bernard Shaw
Foto retirada da net

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Gritos Mudos





"E o coração aperta-se e o estômago sobe à boca
Aquecem-nos os ouvidos com uma canção rouca
E o perigo é grande e a tensão enorme
Afinam-se os nervos até que tudo acorde

Gritos mudos chamando a atenção
P'ra vida que se joga sem nenhuma razão"



Xutos & Pontapés
Fotos retiradas da net

quinta-feira, novembro 19, 2009

Mobbing no Trabalho

O que é o "Mobbing"?

Violência moral ou psíquica no trabalho: atitudes ou comportamentos de violência moral ou psíquica em situação de trabalho, segregação e violência repetida ao longo do tempo de maneira sistemática ou habitual, que levam à degradação das condições do ambiente de trabalho, comprometendo a saúde ou o profissionalismo ou ainda a dignidade do trabalho.

Em inglês, "to mob" significa "agredir". Na prática, podemos traduzir isso com duas palavras: vergonhosa intimidação.
Uma verdadeira praga social, um verdadeiro fenómeno de delinquência organizada, com três componentes: a vítima (o "mobizado"), o agressor(es) (Mobbers) e os cúmplices (colegas, que compactuam de forma cobarde com o(s) mobber(s)).

Os efeitos do mobbing sobre a vítima são ansiedade, insônias, falta de apetite ou apetite excessivo, de produtividade, dores fortes de cabeça, tonturas, esgotamento e depressão.

Perfil pessoal da vítima: Colega tímido, sensível, inteligente um pouco mais do que a média, insatisfeito, honesto, pessoa de princípios e valores. Dedicado à instituição ou à empresa e normalmente trabalha acima da média.

Perfil pessoal do mobber: Colega invejoso, de ideias fixas, manipulador, gosta de impor aos outros colegas ideias negativas, gosta de se fazer vítima, expressa-se e influência com facilidade outros colegas. Não gosta da sua profissão e por isso é pouco dedicado, nem gosta dos colegas que se dedicam, por isso conspira e influência outros colegas a terem a mesma atitude contra esses colegas de forma a isolá-los. É certamente uma pessoa com problemas pessoais, de família, é instável mas extrovertida.

O mobbing é usado por colegas de instituições ou empresas que querem afastar outro trabalhador que se tornou um incómodo para eles. Muitas vezes não é a própria empresa nem um superior que exerce o mobbing, acontece muitas vezes ser exercido por alguém que apesar de estar há pouco tempo na empresa ou instituição quer ser promovido, tentando exercer pressão sobre os que trabalham consigo. A técnica é relativamente simples, subtil e camuflada, nas empresas ou instituições, tentam através do esgotamento ou depressão de um colega afastar/aposentar/demitir de forma indirecta.

Na Administração Pública isso é mais difícil, mas não é impossível. Nas empresas ou instituições do Estado é normalmente utilizada uma técnica distinta, começa-se por organizar o mobbing entre vários colegas, de modo a isolar outro(s) colega(s) de tarefas, actividades e até convívios ou festas habituais de modo a afectá-lo psicologicamente. Se a vítima não conseguir resistir, opta pela transferência, que pode parecer uma vantagem para quem é "mobizado", mas na realidade converte-se num erro. Quem sofre por mobbing na Administração Pública vive a tentação de entregar "os pontos" e de deixar-se vencer de maneira fácil, pedindo transferência ou destacamento para outra Instituição, em relação àquele que sofre do mesmo problema numa Empresa privada.

SETE CONSELHOS PARA RESISTIR AO MOBBING:

1) Não se isole, apesar desta ser a sua primeira tendência.
2) Não ceda ao desânimo e à depressão, participe nas actividades ou convívios mesmo que o ignorem.
3) Não pense que é o único, normalmente existem outros colegas vitimas de mobbing.
4) Procure aliados. Isso nem sempre é fácil, porque muitas vezes afastam-se para que o mobbing dirigido a você não se volte também contra eles. O mobbing é transversal, são os próprios colegas que são mobbers ou cumplices
5) Denuncie as ocorrências a outros colegas e à Administração da Empresa.
6) Inscreva-se numa associação contra o Mobbing como a italiana M.I.M.A.
7) Procure as vias legais. Neste caso, recolha documentação, registe as datas horas e pessoas presentes durante as ocorrências e procure um advogado. Na maioria dos códigos penais dos países Europeus é possível enquadrar no procedimento penal e/ou civil.

RESISTIR! RESISTIR! RESISTIR!

M.I.M.A. Associazione MIMA via Filippo Meda 169, 00157 Roma
http://www.mimamobbing.org/


Sobre o Mobbing
http://www.ctoc.pt/downloads/files/1155034857_40a49.pdf



Artigo retirado daqui:
http://aeiou.expressoemprego.pt/scripts/forum/display_topics.asp?ForID=31

sexta-feira, setembro 25, 2009

O estado a que isto chegou



Na madrugada de 25 de Abril de 1974, na parada da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, o capitão Salgueiro Maia falou assim aos soldados:

"Há diversas modalidades de Estado: Os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou!

Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos. De maneira que quem quiser, vem comigo para Lisboa e acabamos com isto.
Quem é voluntário, sai e forma. Quem não quiser vir, não é obrigado e fica aqui."


Foto retirada da net

sexta-feira, maio 22, 2009

Em Destaque



Aung San Suu Kyi, nascida em Rangum, 19 de Junho de 1945, é activista birmanesa, premiada com o Nobel da Paz em 1991, líder da oposição ao regime ditatorial do país.

Filha de Aung San, o herói nacional da independência da Birmânia que foi assassinado quando Suu Kyi tinha apenas dois anos de idade.

Depois de ter vivido em Londres, regressou ao seu país em 1988, por altura da morte da mãe. O seu retorno à Birmânia, no momento denominada Myanmar, coincidiu com a eclosão de uma revolta popular espontânea contra vinte e seis anos de repressão política e de declínio económico no país. Em pouco tempo, Suu Kyi tornou-se a líder do movimento de contestação ao regime militar.
Nesse ano, morreram dez mil pessoas em consequência das medidas de repressão adoptadas pelo regime.


Após o seu partido (Liga Nacional para a Democracia) ter obtido uma vitória esmagadora nas eleições de 1990, Suu Kyi viu-se remetida a prisão domiciliária pela junta militar que governa o seu país. A Birmânia continuou a ser dirigida pelo general Ne Win num regime ditatorial, mas a luta pela democracia ganhava crescente visibilidade e apoio internacional.

Em 1990, Aung San Suu Kyi ganhou o prémio Sakharov de liberdade de pensamento, e em 1991 foi galardoada com o Prémio Nobel da Paz.

Em 1995 o regime militar decidiu levantar a pena de prisão domiciliária imposta à Prémio Nobel, como sinal de abertura democrática dirigido à comunidade internacional. As liberdades individuais de Suu Kyi, porém, continuam muito limitadas.

No dia 14 deste mês, Aung San Suu Kyi foi presa, acusada de permitir a entrada de um norte-americano em sua casa, violando assim a sua prisão domiciliar. A acusação é absurda pois a casa é cercada por guardas militares.

Mesmo correndo o risco de sofrer retaliações dos militares, os ativistas da Birmânia estão a organizar um movimento global pela libertação de Aung San Suu Kyi e de todos os prisioneiros políticos do país.

A petição, endereçada ao Secretário Geral da ONU, Ban Ki Moon, pede que ele negoceie a libertação dos presos como condição para qualquer nova relação com o país. A petição será entregue dia 26 deste mês pelos activistas pró-democracia birmaneses.


Clique abaixo para assinar e divulgue entre amigos e familiares.

http://www.avaaz.org/po/free_aung_san_suu_kyi/98.php/?cl_taf_sign=8013e4052b18ca541703642d680b455d


Foto retirada da net
Dados biográficos retirados daqui:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aung_San_Suu_Kyi

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Pertencer



desapareço a vapor
fico fechado ao lado
sentindo-me só
passando despercebido

à garrafa agarrado
o meu nome é…
desapareço ao teu lado
de fora fico a ver

as pessoas para onde vão?
dentro dos autocarros
levados são levados
comida por liberdade

o meu nome é joão e vivo ao teu lado
o meu nome é yuri do continente gelado
o meu nome é zero nesta democracia
deixa-me pertencer eu quero pertencer-te



Xutos e Oioai
Imagem retirada da net

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Yes, We Can!



For when we have faced down impossible odds; when we’ve been told that we’re not ready, or that we shouldn’t try, or that we can’t, generations of Americans have responded with a simple creed that sums up the spirit of a people.
Yes, We Can!


It was a creed written into the founding documents that declared the destiny of a nation.
Yes, We Can!


It was whispered by slaves and abolitionists as they blazed a trail toward freedom through the darkest of nights.
Yes, We Can!


It was sung by immigrants as they struck out from distant shores and pioneers who pushed westward against an unforgiving wilderness.
Yes, We Can!


It was the call of workers who organized; women who reached for the ballot; a President who chose the moon as our new frontier; and a King who took us to the mountaintop and pointed the way to the Promised Land.
Yes we can to justice and equality. Yes we can to opportunity and prosperity. Yes we can heal this nation. Yes we can repair this world.
Yes, We Can!



Discurso de Barack Obama (Nashua, New Hampshire)
Musica de Will.i.am

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Balada da Rita



Disseram-me um dia: "Rita, põe-te em guarda
aviso-te, a vida é dura, põe-te em guarda
cerra os dois punhos e andou, põe-te em guarda"
eu disse adeus à desdita
e lancei mãos à aventura
e ainda aqui está quem falou

Galguei caminhos-de-ferro (põe-te em guarda)
palmilhei ruas à fome (põe-te em guarda)
dormi em bancos à chuva (põe-te em guarda)
e a solidão, não erro,
se ao chamá-la, o seu nome
me vai que nem uma luva

Andei com homens de faca (põe-te em guarda)
vivi com homens safados (põe-te em guarda)
morei com homens de briga (põe-te em guarda)
uns acabaram de maca
e outros ainda mais deitados
o coveiro que o diga

O coveiro que o diga
quantas vezes se apoiou na enxada
e o coração que o conte
quantas vezes já bateu p'ra nada

E um dia de tanto andar (põe-te em guarda)
eu vi-me exausta e exangue (põe-te em guarda)
entre um berço e um caixão (põe-te em guarda)
mas quem tratou de me amar
soube estancar o meu sangue
e soube erguer-me do chão

Veio a fama e veio a glória (põe-te em guarda)
passearam-me de ombro em ombro (põe-te em guarda)
encheram-me de flores o quarto (põe-te em guarda)
mas é sempre a mesma história
depois do primeiro assombro
logo o corpo fica farto

Andei com homens de faca (põe-te em guarda)
vivi com homens safados (põe-te em guarda)
morei com homens de briga (põe-te em guarda)
uns acabaram de maca
e outros ainda mais deitados
o coveiro que o diga

O coveiro que o diga
quantas vezes se apoiou na enxada
e o coração que o conte
quantas vezes já bateu p'ra nada



Sérgio Godinho
Foto retirada da net

quinta-feira, novembro 20, 2008

Alguém me ouviu (mantém-te firme)



Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta
Choro a rir, isto é mais forte do que pensei
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei
Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta
É triste ser tão novo e já achar que a vida não presta
As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço
O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso
O dia amanhece, algo me diz para ter cuidado
Vagueio sem destino nem sei se estou acordado
O sorriso escasseia, hoje a tristeza é rainha
Não sei se a alma existe mas sei que alguém feriu a minha
Às vezes penso se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz?

Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
E não sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Não há dia que não pergunte a Deus porque nasci
Eu não pedi, alguém me diga o que faço aqui
Se dependesse de mim teria ficado onde estava
Onde não pensava, não existia e não chorava
Prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo
Às vezes penso que passo tempo demais comigo
Olho para os lados, não vejo ninguém para me ajudar
Um ombro para me apoiar, um sorriso para me animar
Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim?
Alguém me diga porque me sinto assim
Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê
Sinto lágrimas nos meus olhos mas ninguém as vê
Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto daquilo que penso
Mostrem-me a saída deste abismo imenso
Pergunto-me se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz?

Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
E não sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo

Tento não me ir abaixo mas não sou de ferro
Quando penso que tudo vai passar
Parece que mais me enterro
Sinto uma nuvem cinzenta que me acompanha onde estiver
E penso para mim mesmo será que Deus me quer
Será a vida apenas uma corrida prá morte
Cada um com a sua sina, cada um com a sua sorte
Não peço muito, não peço mais do que tenho direito
Olho para trás e analiso tudo o que tenho feito
E mesmo quando errei foi a tentar fazer o bem
Não sei o que é o ódio, não desejo mal a ninguém
Há-de surgir um raio de luz no meio da porcaria
Porque até um relógio parado está certo duas vezes por dia
Vou-me aguentando
A esperança é a última a morrer
Neste jogo incerto o resultado não posso prever
E quando penso em desistir por me sentir infeliz
Oiço uma voz dentro de mim que me diz
Mantém-te firme



Mariza & Boss AC
Foto retirada da net