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segunda-feira, junho 15, 2015

Cumpadre




E quando o meu cumpadre
Me pôs a mão na testa
Eu logo lhe disse 
Ó cumpadre temos festa

Ponde, ponde, ponde 
Ponde a bossa mão 
Carregai sem medo 
Que tendes rezão

E quando o meu cumpadre 
Me pôs a mão no peito 
Eu logo lhe disse 
Ó cumpadre tendes jeito

Ponde, ponde, ponde 
Ponde a bossa mão 
Carregai sem medo 
Que tendes rezão

E quando o meu cumpadre 
Me pôs a mão nas costas 
Eu logo lhe disse 
Ó cumpadre também gostas

Ponde, ponde, ponde 
Ponde a bossa mão 
Carregai sem medo 
Que tendes rezão

E quando o meu cumpadre 
Me pôs a mão no cu 
Eu logo lhe disse 
Ó cumpadre também tu

Ponde, ponde, ponde 
Ponde a bossa mão 
Carregai sem medo 
Que tendes rezão


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Foto retirada da net


sexta-feira, junho 13, 2014

Imperdoável





Imperdoável é o que não vivi
Imperdoável é o que esqueci
Imperdoável é desistir de lutar
Imperdoável é não perdoar

Tive dois reis na mão
E não gostei
Vi catedrais no céu
Não as visitei
Vi carrosséis no mar
Mas não mergulhei
Imperdoável é o que abandonei

Vejo-me cego e confuso nesta cama a latejar
O que seria de mim sem o meu sentido de humor
Praticamente mudo sinto a máquina a bater
É o rugido infernal destas veias a ferver

Imperdoável é dispensar a razão
Imperdoável é pisar quem está no chão
Imperdoável é esquecer quem bem nos quer
Imperdoável é não sobreviver

Vejo-me cego e confuso nesta cama a latejar
O que seria de mim sem o meu sentido de humor
Praticamente mudo sinto a máquina a bater
É o rugido infernal destas veias a ferver

Imperdoável é o que não vivi
Imperdoável é o que esqueci
Imperdoável é desistir de lutar
Imperdoável é não perdoar


Jorge Palma

quarta-feira, dezembro 04, 2013

Fortuna é



Fortuna é ter sempre ambições,
Fortuna é um arquivo de emoções.

Ser simplesmente
Código diferente,
Amealhar toda a gente...

Fortuna é um cofre forte de visões,
Fortuna é um banco de memorizações.

Juro presente,
Vale pendente,
Conta corrente de alguém
Que sabe que a vida é um empréstimo banal
E a morte apenas o preço, o preço final

Fortuna é monopólio de ilusões,
Fortuna é um cheque de ilustrações.

Ser simplesmente
Código diferente,
Amealhar toda a gente
Que sabe que a vida é um empréstimo banal
E a morte apenas o lucro, o lucro final

Fortuna é ter sempre ambições,
Fortuna é um arquivo de emoções.

Juro presente,
Vale pendente,
Conta corrente de alguém
Que sabe que a vida é um empréstimo banal
E a morte apenas o preço, o preço final,
Que sabe que a vida é um empréstimo banal
E a morte apenas o lucro, o lucro final.


Rui Reininho
Foto retirada da net

quarta-feira, setembro 04, 2013

A gente vai continuar



Tira a mão do queixo não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas pra dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem á batota
Chega a onde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada pra andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada pra andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
A liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo


Jorge Palma

quarta-feira, abril 17, 2013

Cantar de Emigração




Este parte, aquele parte
e todos, todos se vão
Galiza ficas sem homens
que possam cortar teu pão

Tens em troca
órfãos e órfãs
tens campos de solidão
tens mães que não têm filhos
filhos que não têm pai

Coração
que tens e sofre
longas ausências mortais
viúvas de vivos mortos
que ninguém consolará


Poema: Rosalia de Castro
Música: José Niza
Interprete: Adriano Correia de Oliveira

quarta-feira, fevereiro 22, 2012




tenho uma estátua fluorescente da virgem
maria que me dá confiança e brilha à noite.
tenho os joelhos magoados. o calvário dos fiéis
devia ser menos árduo.
tenho trezentos e sessenta e cinco santos numa
caixa calendário daquelas em que cada dia
tem um chocolate.
tenho um lencinho branco onde limpo as
lágrimas enquanto assisto a uma vigília via tv
depois da minha última ceia de hoje.
às vezes quando o vapor é muito, tenho o
salvador no espelho. deito-me de consciência
limpa, não me esqueci das velinhas, nem de
deixar a moedinha na caixa, e o meu "livro de
orações" tem um delicioso cheiro a mofo.
dormirei o sono dos justos e talvez não acorde
quando o galo da minha vizinha cantar três
vezes e o meu senhorio o tentar apedrejar.
sinto-me bem e deus queira que consiga não
me masturbar.
ámen.



Nuno Marques
A Naifa - 3 Minutos antes de a maré encher

segunda-feira, janeiro 30, 2012

A Penumbra



Uma noite em claro estou, eu não sei rezar
Pensamento inútil vou tentar-me anular
Fiquei triste, triste sou, eu não sei rezar

Vem que a alma se afunda
Nesta imensa penumbra
Que a noite me está morrendo
Que a noite me está morrendo

Minha noite um brilho tem, um sinal plebeu
Não tenho malícia mãe, o descuido é teu
O amor não se nega nem a quem nega o seu

Uma noite em claro estou a saber de mim
À flor da minh’alma sou princípio do fim
Quem me prendeu, quem me amou
Não cuidou de mim



Jorge Fernando
Ana Moura - Leva-me aos Fados

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Eclipse

Habitas o meu pensamento, sorrindo...



Madredeus e a Banda Cósmica - Metafonia

segunda-feira, novembro 07, 2011

A máquina (acordou)




Saber o que fazer,
Com isto a acontecer,
Num caso como o meu.
Ter o meu amor,
Para dar e pra vender,
Mas sei que vou ficar,
Por ter o que eu não tenho,
Eu sei que vou ficar.
É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero ser feliz,
É de pedir aos céus.
Porque este amor é meu,
E cedo, vou saber
Que triste é viver,
Que sina, ai, que amor,
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou,
Deixou de tocar.
Sentir e não mentir,
Amar e querer ficar,
Que pena é ver-te assim,
Já sem saberes de ti.
Rasguei o teu perdão,
Quis ser o que já fui,
Eu não vou mais fugir,
A viagem começou,
Porque este amor é meu
E cedo vou saber,
Que triste é viver,
Que sina, ai, que amor.
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou.
Deixou de tocar,
É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero é ser feliz,
É de pedir aos céus.
Porque este amor é teu,
E eu já só vou amar,
Que bom não acabou,
A máquina acordou.



Amor Electro - Cai o Carmo e a Trindade

segunda-feira, setembro 12, 2011

Uma pequena flor


Uma flor
Uma pequena flor
Que eu colhi
Só a pensar
Em ti
(...)


Entre Aspas
Imagem retirada da net