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segunda-feira, fevereiro 22, 2016
Pára-me de repente o pensamento
Pára-me de repente o pensamento
Como que de repente refreado
Na doida correria em que levado
Ia em busca da paz, do esquecimento...
Pára surpreso, escutador, atento,
Como pára um cavalo alucinado
Ante um abismo súbito rasgado...
Pára e fica e demora-se um momento.
Pára e fica na doida correria...
Pára à beira do abismo e se demora
E mergulha na noite escura e fria
Um olhar de aço que essa noite explora...
Mas a espora da dor seu flanco estria
E ele galga e prossegue sob a espora.
Ângelo de Lima
Imagem retirada da net
quarta-feira, abril 29, 2015
segunda-feira, janeiro 19, 2015
sexta-feira, novembro 07, 2014
Cuore di donna
Ci sono donne che camminano controvento da una vita...
Ci sono donne che hanno occhi profondi e sconosciuti come oceani...
Ci sono donne che cambiano pelle per amore...
Ci sono donne che donano il loro cuore, per poi ritrovarsi a raccattarne i
cocci da sole...
Ci sono donne che in silenzio fanno ballare la propria anima su una spiaggia al tramonto...
Se ti fermi un istante le puoi sorprendere, mentre lottano contro il proprio istinto...
Mentre fanno passeggiare il proprio dolore a piedi nudi,
affrontando onde che ad ogni mareggiata sono sempre più minacciose...
Ci sono donne che chiudono gli occhi, ascoltando una musica lenta,
che rende ancora più salate le loro lacrime...
Ci sono donne che con orgoglio ma con il nodo in gola, rinunciano alla felicità...
Ci sono donne che con i loro occhi fotografano quegli splendidi ma così
fugaci attimi in cui si sentono abbracciate dall'amore,
sperando di mantenerli vivi e colorati per sempre...
Se apri gli occhi un istante le puoi osservare, mentre disseminano briciole
di se stesse lungo il percorso verso quel treno che le porterà via,
mentre urlano la loro rabbia contro vetri tremolanti di una casa diventata prigione...
mentre sorridono di disperazione a chi le vorrebbe far tornare alla vita di sempre...
Ci sono donne che non si fermano davanti a nulla... perché non troveranno mai la fine di quel filo...
Ci sono donne che hanno fatto un nodo per ogni loro lacrima,
sperando che arrivi qualcuno a scioglierli...
Non fermare il cuore di una donna, niente vale di più.
Non far piangere una donna, ogni lacrima è un po' di lei stessa che se ne va...
Non farla aspettare da sola ed impaurita seduta sul confine della pazzia
e se la vuoi amare, fallo davvero, con tutto te stesso!
Stringila e proteggila... lotta per lei,
uccidi per lei, piangi con lei, donale il più bel raggio di sole,
ogni giorno tieni sempre accesa quella luce nei suoi occhi,
quella luce è speranza, è amore, è puro spirito. É vento,
è la più bella stella di qualsiasi notte...
Chiara De Felice
Foto retirada da net
sexta-feira, junho 20, 2014
A boca
onde o fogo
de um verão
muito antigo cintila,
a boca espera
(que pode uma boca esperar senão outra boca?)
espera o ardor do vento
para ser ave e cantar
Levar-te à boca
beber a água mais funda do teu ser
se a luz é tanta
como se pode morrer?
Eugénio de Andrade
Foto retirada da net
segunda-feira, fevereiro 17, 2014
Risco
E então chegou o dia,
em que o risco
de permanecer firme
em botão
era mais doloroso
que o risco
de tornar-se
flor.
Anaïs Nin
Imagem retirada da net
quarta-feira, janeiro 29, 2014
Frenesi
Caminhando pela areia,
Noite clara, lua cheia,
Encontrei teu lindo rastro;
Fui seguindo, peito a arfar,
Até enfim te encontrar,
Minha flor de alabastro...
Acerquei-me de mansinho,
Mas vi crescer meu carinho,
Com fúria de vendaval...
Debrucei-te junto ao mar,
Também a me desejar,
Imersa em paixão total...
Num momento de magia,
Beijei tua boa macia,
Pressionando os seios teus...
Com ardor, te possuí
Como nunca e me senti
Do amor, verdadeiro deus!
Piero Valmart
Imagem retirada da net
quarta-feira, dezembro 04, 2013
Fortuna é
Fortuna é ter sempre ambições,
Fortuna é um arquivo de emoções.
Ser simplesmente
Código diferente,
Amealhar toda a gente...
Fortuna é um cofre forte de visões,
Fortuna é um banco de memorizações.
Juro presente,
Vale pendente,
Conta corrente de alguém
Que sabe que a vida é um empréstimo banal
E a morte apenas o preço, o preço final
Fortuna é monopólio de ilusões,
Fortuna é um cheque de ilustrações.
Ser simplesmente
Código diferente,
Amealhar toda a gente
Que sabe que a vida é um empréstimo banal
E a morte apenas o lucro, o lucro final
Fortuna é ter sempre ambições,
Fortuna é um arquivo de emoções.
Juro presente,
Vale pendente,
Conta corrente de alguém
Que sabe que a vida é um empréstimo banal
E a morte apenas o preço, o preço final,
Que sabe que a vida é um empréstimo banal
E a morte apenas o lucro, o lucro final.
Fortuna é um arquivo de emoções.
Ser simplesmente
Código diferente,
Amealhar toda a gente...
Fortuna é um cofre forte de visões,
Fortuna é um banco de memorizações.
Juro presente,
Vale pendente,
Conta corrente de alguém
Que sabe que a vida é um empréstimo banal
E a morte apenas o preço, o preço final
Fortuna é monopólio de ilusões,
Fortuna é um cheque de ilustrações.
Ser simplesmente
Código diferente,
Amealhar toda a gente
Que sabe que a vida é um empréstimo banal
E a morte apenas o lucro, o lucro final
Fortuna é ter sempre ambições,
Fortuna é um arquivo de emoções.
Juro presente,
Vale pendente,
Conta corrente de alguém
Que sabe que a vida é um empréstimo banal
E a morte apenas o preço, o preço final,
Que sabe que a vida é um empréstimo banal
E a morte apenas o lucro, o lucro final.
Rui Reininho
Foto retirada da net
Foto retirada da net
segunda-feira, dezembro 02, 2013
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinícius de Moraes
Imagem retirada da net
sexta-feira, novembro 08, 2013
Meu amor, meu Amado, vê...
Meu amor, meu Amado, vê... repara:
Pousa os teus lindos olhos de oiro em mim,
- Dos beijos de amor Deus fez-me avara
Para nunca os contares até ao fim.
Meus olhos têm tons de pedra rara
- É só para teu bem que os tenho assim -
E as minhas mãos são fontes de água clara
A cantar sobre a sede de um jardim.
Sou triste como folha ao abandono
Num parque solitário, pelo Outono,
Sobre um lago onde vogam nenúfares...
Deus fez-me atravessar o teu caminho...
- Que contas dás a Deus indo sozinho,
Passando junto a mim, sem me encontrares? -
Florbela Espanca
Foto retirada da net
sexta-feira, maio 24, 2013
Os homens ocos
Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada. Ai de nós!
Nossas vozes dessecadas,
Quando juntos sussurramos,
São quietas e inexpressas
Como o vento na relva seca
Ou pés de ratos sobre cacos
Em nossa adega vazia.
T.S. Eliot
Imagem retirada da net
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sexta-feira, fevereiro 15, 2013
Invictus
Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
William Ernest Henley
Sob o manto da noite que me cobre
Negra como o abismo entre os pólos
Agradeço aos deuses, se existem
Por minha alma invencível.
Nas garras crueis das circunstâncias
Não recuei, nem gritei
Golpeado pelo destino
Minha cabeça sangra, mas continua erguida.
Além deste lugar de ira e lágrimas
Só assoma o horror das sombras
E se o passar dos anos me encontrar
Sempre me encontrará, destemido
Não importa quão estreita seja a porta
Nem quão cheia de castigos a sentença
Sou o senhor do meu destino
Sou o capitão da minha Alma.
Foto retirada da net
segunda-feira, janeiro 28, 2013
Salmo
Não foi por mim que deixaste que te pendurassem na cruz
não foi por mim
que te deixaste matar
Não foi por mim que deixaste que te insultassem e cuspissem
não foi por mim
que morreste
Ninguém se deixa matar assim
para cumprir a vontade do pai
- Pai Pai faça-te a tua vontade! -
Ninguém se deixa matar assim
porque um dia alguém se lembrou de oferecer uma maçã...
Não sei quantas maçãs já me ofereceste
sem que um anjo com uma espada de fogo viesse para nos expulsar
do nosso apartamento de três assoalhadas
Não foi por mim que tu morreste
e ressuscitaste ao terceiro dia
É uma herança demasiado pesada
para se deixar a alguém
que só viria a nascer dois mil anos depois
e cujo único pecado foi nascer
Não foi por mim nem por ti nem por ninguém
que tu morreste
e continuas a morrer todos os dias
Há quem não saiba fazer outra coisa senão morrer
e voltar a morrer
Nem a vontade do Pai te serve de alibi
Não foi por mim que tu morreste
embora eu seja capaz de morrer por ti
Jorge Sousa Braga in "O Novíssimo Testamento"
Imagem retirada da net
sexta-feira, janeiro 18, 2013
A Maior Flor do Mundo
"E se as histórias para crianças fossem leitura obrigatória para os adultos?"
José Saramago
sexta-feira, novembro 16, 2012
segunda-feira, outubro 22, 2012
Sem Mandamentos
Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos serenos, de palavras soltas
Eu quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
Quero ver os sonhos todos nas janelas
Quero ver vocês andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Eu quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
Eu quero um carnaval no engarrafamento
E que dez mil estrelas vão riscando o céu
Buscando a sua casa no amanhecer
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
E que triunfe a força da imaginação...
Oswaldo Montenegro
Foto retirada da net
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