sexta-feira, fevereiro 26, 2016

quarta-feira, fevereiro 24, 2016

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Pára-me de repente o pensamento





Pára-me de repente o pensamento 
Como que de repente refreado 
Na doida correria em que levado 
Ia em busca da paz, do esquecimento... 

Pára surpreso, escutador, atento, 
Como pára um cavalo alucinado 
Ante um abismo súbito rasgado... 
Pára e fica e demora-se um momento. 

Pára e fica na doida correria... 
Pára à beira do abismo e se demora 
E mergulha na noite escura e fria 

Um olhar de aço que essa noite explora... 
Mas a espora da dor seu flanco estria 
E ele galga e prossegue sob a espora. 


Ângelo de Lima
Imagem retirada da net

quarta-feira, junho 24, 2015

segunda-feira, junho 15, 2015

Cumpadre




E quando o meu cumpadre
Me pôs a mão na testa
Eu logo lhe disse 
Ó cumpadre temos festa

Ponde, ponde, ponde 
Ponde a bossa mão 
Carregai sem medo 
Que tendes rezão

E quando o meu cumpadre 
Me pôs a mão no peito 
Eu logo lhe disse 
Ó cumpadre tendes jeito

Ponde, ponde, ponde 
Ponde a bossa mão 
Carregai sem medo 
Que tendes rezão

E quando o meu cumpadre 
Me pôs a mão nas costas 
Eu logo lhe disse 
Ó cumpadre também gostas

Ponde, ponde, ponde 
Ponde a bossa mão 
Carregai sem medo 
Que tendes rezão

E quando o meu cumpadre 
Me pôs a mão no cu 
Eu logo lhe disse 
Ó cumpadre também tu

Ponde, ponde, ponde 
Ponde a bossa mão 
Carregai sem medo 
Que tendes rezão


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Foto retirada da net


segunda-feira, junho 08, 2015