quarta-feira, junho 23, 2010

Sometimes


When I look deep in your eyes I swear I can see your soul


James
Imagem retirada da net

segunda-feira, junho 21, 2010

Enlouquece-me...


Dou-te beijos de mel, abraços de algodão.
Espalho pelo teu corpo, carícias de veludo.
Faço-te sentidas declarações de Amor.
A tua mão sedosa faz-me gemer de paixão.
Quanta felicidade! Agora sou todo teu... Todo!
Entrego-me sem limite, rendo-me completamente...
Apoderas-te dos meus sentidos. Só existes tu! Que mulher!
Chamo-te Deusa, vou gemendo o teu nome cheio de Amor.
No auge da loucura, não é possível nenhuma contenção.
Grito gemendo. Gemo gritando: AAAMOOOOO-TEEEE!



Toni
Foto retirada da net

quarta-feira, junho 16, 2010

Manifesto anti Dantas


Basta pum basta!!!

Uma geração que consente deixar-se representar por um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma resma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!

Abaixo a geração!

Morra o Dantas, morra! Pim!

Uma geração com um Dantas a cavalo é um burro impotente!
Uma geração com um Dantas ao leme é uma canoa em seco!
O Dantas é um cigano!
O Dantas é meio cigano!

O Dantas saberá gramática, saberá sintaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias pra cardeais, saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ele faz!

O Dantas pesca tanto de poesia que até faz sonetos com ligas de duquesas!
O Dantas é um habilidoso!
O Dantas veste-se mal!
O Dantas usa ceroulas de malha!
O Dantas especula e inocula os concubinos!
O Dantas é Dantas!
O Dantas é Júlio!

Morra o Dantas, morra! Pim!

O Dantas fez uma soror Mariana que tanto o podia ser como a soror Inês ou a Inês de Castro, ou a Leonor Teles, ou o Mestre d'Avis, ou a Dona Constança, ou a Nau Catrineta, ou a Maria Rapaz!

E o Dantas teve claque! E o Dantas teve palmas! E o Dantas agradeceu!
O Dantas é um ciganão!

Não é preciso ir pró Rossio pra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!

Não é preciso disfarçar-se pra se ser salteador, basta escrever como o Dantas! Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas, com as políticas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos! Basta ser Judas! Basta ser Dantas!

Morra o Dantas, morra! Pim!

O Dantas nasceu para provar que nem todos os que escrevem sabem escrever!

O Dantas é um autómato que deita pra fora o que a gente já sabe o que vai sair... Mas é preciso deitar dinheiro!

O Dantas é um soneto dele-próprio!
O Dantas em génio nem chega a pólvora seca e em talento é pim-pam-pum.
O Dantas nu é horroroso!
O Dantas cheira mal da boca!

Morra o Dantas, morra! Pim!

O Dantas é o escárnio da consciência!
Se o Dantas é português eu quero ser espanhol!
O Dantas é a vergonha da intelectualidade portuguesa!
O Dantas é a meta da decadência mental!

E ainda há quem não core quando diz admirar o Dantas!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem lhe lave a roupa!
E quem tenha dó do Dantas!

E ainda há quem duvide que o Dantas não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero!

Vocês não sabem quem é a soror Mariana do Dantas? Eu vou-lhes contar:

A princípio, por cartazes, entrevistas e outras preparações com as quais nada temos que ver, pensei tratar-se de soror Mariana Alcoforado a pseudo autora daquelas cartas francesas que dois ilustres senhores desta terra não descansaram enquanto não estragaram pra português, quando subiu o pano também não fui capaz de distinguir porque era noite muito escura e só depois de meio acto é que descobri que era de madrugada porque o bispo de Beja disse que tinha estado à espera do nascer do Sol!

A Mariana vem descendo uma escada estreitíssima mas não vem só, traz também o Chamilly que eu não cheguei a ver, ouvindo apenas uma voz muito conhecida aqui na Brasileira do Chiado. Pouco depois o bispo de Beja é que me disse que ele trazia calções vermelhos.

A Mariana e o Chamilly estão sozinhos em cena, e às escuras, dando a entender perfeitamente que fizeram indecências no quarto. Depois o Chamilly, completamente satisfeito, despede-se e salta pela janela com grande mágoa da freira lacrimosa. E ainda hoje os turistas têm ocasião de observar as grades arrombadas da janela do quinto andar do Convento da Conceição de Beja na Rua do Touro, por onde se diz que fugiu o célebre capitão de cavalos em Paris e dentista em Lisboa.

A Mariana que é histérica começa a chorar desatinadamente nos braços da sua confidente e excelente pau de cabeleira soror Inês.

Vêm descendo pla dita estreitíssima escada, várias Marianas, todas iguais e de candeias acesas, menos uma que usa óculos e bengala e ainda toda curvada prá frente o que quer dizer que é abadessa.

E seria até uma excelente personificação das bruxas de Goya se quando falasse não tivesse aquela voz tão fresca e maviosa da Tia Felicidade da vizinha do lado. E reparando nos dois vultos interroga espaçadamente com cadência, austeridade e imensa falta de corda... Quem está aí?... E de candeias apagadas?

- Foi o vento, dizem as pobres inocentes varadas de terror... E a abadessa que só é velha nos óculos, na bengala e em andar curvada prá frente manda tocar a sineta que é um dó d'alma o ouvi-la assim tão debilitada. Vão todas pró coro, mas eis que, de repente, batem no portão sem se anunciar nem limpar-se da poeira, sobe a escada e entra plo salão um bispo de Beja que quando era novo fez brejeirices com a menina do chocolate.

Agora completamente emendado revela à abadessa que sabe por cartas que há homens que vão às mulheres do convento e que ainda há pouco vira um de cavalos a saltar pla janela. A abadessa diz que efectivamente já há tempos que vinha dando pela falta de galinhas e tão inocentinha, coitada, que naqueles oitenta anos ainda não teve tempo pra descobrir a razão da humanidade estar dividida em homens e mulheres. Depois de sérios embaraços do bispo é que ela deu com o atrevimento e mandou chamar as duas freiras de há pouco com as candeias apagadas. Nesta altura esta peça policial toma uma pedaço d'interesse porque o bispo ora parece um polícia de investigação disfarçado em bispo, ora um bispo com a falta de delicadeza de um polícia d'investigação, e tão perspicaz que descobre em menos de meio minuto o que o público já está farto de saber - que a Mariana dormiu com o Noel. O pior é que a Mariana foi à serra com as indiscrições do bispo e desata a berrar, a berrar como quem se estava marimbando pra tudo aquilo. Esteve mesmo muito perto de se estrear com um par de murros na coroa do bispo no que se mostrou de um atrevimento, de uma insolência e de uma decisão refilona que excedeu todas as expectativas.

Ouve-se uma corneta tocar uma marcha de clarins e Mariana sentindo nas patas dos cavalos toda a alma do seu preferido foi qual pardalito engaiolado a correr até às grades da janela gritar desalmadamente plo seu Noel. Grita, assobia e rodopia e pia e rasga-se e magoa-se e cai de costas com um acidente, do que já previamente tinha avisado o público e o pano cai e o espectador também cai da paciência abaixo e desata numa destas pateadas tão enormes e tão monumentais que todos os jornais de Lisboa no dia seguinte foram unânimes naquele êxito teatral do Dantas.

A única consolação que os espectadores decentes tiveram foi a certeza de que aquilo não era a soror Mariana Alcoforado mas sim uma merdariana-aldantascufurado que tinha cheliques e exageros sexuais.

Continue o senhor Dantas a escrever assim que há-de ganhar muito com o Alcufurado e há-de ver que ainda apanha uma estátua de prata por um ourives do Porto, e uma exposição das maquetes pró seu monumento erecto por subscrição nacional do "Século" a favor dos feridos da guerra, e a Praça de Camões mudada em Praça Dr. Júlio Dantas, e com festas da cidade plos aniversários, e sabonetes em conta "Júlio Dantas" e pasta Dantas prós dentes, e graxa Dantas prás botas e Niveína Dantas, e comprimidos Dantas, e autoclismos Dantas e Dantas, Dantas, Dantas, Dantas... E limonadas Dantas- Magnésia.

E fique sabendo o Dantas que se um dia houver justiça em Portugal todo o mundo saberá que o autor de Os Lusíadas é o Dantas que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo Camões.

E fique sabendo o Dantas que se todos fossem como eu, haveria tais munições de manguitos que levariam dois séculos a gastar.

Mas julgais que nisto se resume literatura portuguesa? Não Mil vezes não!

Temos, além disto o Chianca que já fez rimas prá Aljubarrota que deixou de ser a derrota dos Castelhanos pra ser a derrota do Chianca.

E as pinoquices de Vasco Mendonça Alves passadas no tempo da avózinha! E as infelicidades de Ramada Curto! E o talento insólito de Urbano Rodrigues! E as gaitadas do Brun! E as traduções só pra homem do ilustríssimos excelentíssimo senhor Mello Barreto! E o frei Matta Nunes Moxo! E a Inês Sifilítica do Faustino! E as imbecelidades do Sousa Costa! E mais pedantices do Dantas! E Alberto Sousa, o Dantas do desenho! E os jornalistas do Século e da Capital e do Notícias e do Paiz e do Dia e da Nação e da República e da Lucta e de todos, todos os jornais! E os actores de todos os teatros! E todos os pintores das Belas-Artes e todos os artistas de Portugal que eu não gosto. E os da Águia do Porto e os palermas de Coimbra! E a estupidez do Oldemiro César e o Dr. José de Figueiredo Amante do Museu e ah oh os Sousa Pinto hu hi e os burros de cacilhas e os menos do Alfredo Guisado! E (o) raquítico Albino Forjaz de Sampaio, crítico da Lucta a quem Fialho com imensa piada intrujou de que tinha talento! E todos os que são políticos e artistas! E as exposições anuais das Belas-Arte(s)! E todas as maquetas do Marquês de Pombal! E as de Camões em Paris; e os Vaz, os Estrela, os Lacerda, os Lucena, os Rosa, os Costa, os Almeida, os Camacho, os Cunha, os Carneiro, os Barros, os Silva, os Gomes, os velhos, os idiotas, os arranjistas, os impotentes, os celerados, os vendidos, os imbecis, os párias, os ascetas, os Lopes, os Peixotos, os Motta, os Godinho, os Teixeira, os Câmara, os diabo que os leve, os Constantino, os Tertuliano, os Grave, os Mântua, os Bahia, os Mendonça, os Brazão, os Matos, os Alves, os Albuquerques, os Sousas e todos os Dantas que houver por aí!!!!!!!!!

E as convicções urgentes do homem Cristo Pai e as convicções catitas do homem Cristo Filho!...

E os concertos do Blanch! E as estátuas ao leme, ao Eça e ao despertar e a tudo! E tudo o que seja arte em Portugal! E tudo! Tudo por causa do Dantas!

Morra o Dantas, morra! Pim!

Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mas atrasado da Europa e de todo o Mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

Morra o Dantas, morra! Pim!



José de Almada Negreiros (1915)
Imagem retirada da net

segunda-feira, junho 14, 2010

Para ti


Foi esta noite que te entregaste ao meu amor.
E juntos vivemos horas de querer, de paixão e de prazer.
Estiveste nos meus braços, toquei-te, beijei-te. Os meus lábios percorreram o teu pescoço.
As minhas mãos, despiram-te, acariciaram o teu corpo esguio.
Foi maravilhoso ver-te toda nua, sentir o cheiro e o sabor da tua pele.
A minha língua percorreu-te. Deixei-a demorar-se carinhosamente nos teus mamilos. Que doces os teus gemidos...

Enchi as mãos com as tuas mamas e a minha língua, os meus lábios continuaram a percorrer-te.
Descobri o teu ventre, que beijei com desejo. Descobri as tuas virilhas com a língua.
Não sei descrever como foi tão bom, abrires as pernas para mim.
Inebriou-me o teu perfume, agradou-me o teu sabor de mulher.
Lambi-te com muito amor. Chupei-te ternamente.
Possui-te com a língua e com os dedos. O meu amor deu-te prazer, gemeste delirante.
Deliciei-me com o teu mel que escorreu por mim abundante.

Entre as tuas pernas, possui-te ao mesmo tempo que te beijei na boca.
Num instante, jorrei o meu esperma, enlouquecido pelas delirantes carícias da tua vagina.
Gemi e gritei o teu nome num sentimento de profundo amor.

Ainda dentro de ti, trocamos beijos, carinhos, declarações.
Depois da paixão, mais ternos, aconteceu mais amor...
Hoje, foi tão bom acordar a teu lado...



Toni
Foto retirada da net

segunda-feira, maio 31, 2010

E nós por cá?



Cá se vai andando
c'o a cabeça entre as orelhas...



Sérgio Godinho
Imagem retirada da net

sexta-feira, maio 28, 2010

Eu quero-te assim


Toda nua, toda minha, rendida ao meu amor.
E eu, entregando-me todo a ti, a amar-te o corpo e a alma.
Nas tuas curvas, vais ouvir-me gemer de muito prazer.
Entre suspiros, ouves a minha declaração de amor.
Entre carícias, as tuas coxas abrem-se para mim.
Tudo faço para receber o teu mel na minha boca.
Para que peças que te possua, que jorre o meu esperma, dentro de ti.
Maravilhado, no meio das tuas pernas, venho-me intensamente.
Grito o teu nome, louco de prazer.
Cheio amor, beijo-te na boca.
Apaixonado, digo-te:
Amo-te.



Toni
Foto retirada da net

quarta-feira, maio 26, 2010

We Dream



Neil Diamond - Dear Father (We dream)
Fernão Capelo Gaivota - Richard Bach

sexta-feira, maio 21, 2010

Não me Mintas



Eu queria unir as pedras desavindas
Escoras do meu mundo movediço
Aquelas duas pedras perfeitas e lindas
Das quais nasci forte e inteiriço

Eu queria ter amarra nesse cais
Quando o mar ameaça a minha proa
E queria vencer todos os vendavais
Que se erguem quando o diabo se assoa

Tu querias perceber os pássaros
Voar como o Jardel sobre os centrais
Saber por que dão seda os casulos
Mas isso já eram sonhos a mais

Conta-me os teus truques e fintas
Será que os Nikes fazem voar
Diz-me o que sabes e não me mintas
Ao menos em ti posso confiar

Agora diz-me o que aprendeste
De tanto saltar muros e fronteiras
Olha para mim vê como cresceste
Com a força bruta das trepadeiras

Põe aqui a mão e sente o deserto
Cheio de culpas que não são minhas
E ainda que nada à volta bata certo
Juro ganhar o jogo sem espinhas



Carlos Tê/ Rui Veloso

quarta-feira, maio 19, 2010

Voar


Eu queria ser astronauta
O meu país não deixou
Depois quis ir jogar á bola
A minha mãe não deixou
Tive vontade de voltar á escola
Mas o doutor não deixou
Fechei os olhos e tentei dormir
Aquela dor não deixou

Ó meu anjo da guarda
Faz-me voltar a sonhar
Faz-me ser astronauta e voar

O meu quarto é o meu mundo
O ecrã é a janela
Não choro em frente à minha mãe
Eu que gosto tanto dela
Mas esta dor não quer desaparecer
Vai-me levar com ela

Ó meu anjo da guarda
Faz-me voltar a sonhar
Faz-me ser astronauta e voar

Acordar meter os pés no chão
Levantar pegar no que tens mais à mão
Voltar a rir, voltar a andar
Voltar, voltar
Voltarei



Tim
Foto retirada da net

http://www.youtube.com/watch?v=Xhl1kcVsG9Y&feature=related

segunda-feira, maio 17, 2010

Sonho Azul


Levei-o no meu sonho azul
Azul, Azul
Da cor do céu
Levei-o comigo
Sonhou um sonho
Da cor do meu
Deitados no leito da lua
Na frescura, que tremor...

Trocava a vida toda
Pela vida deste amor
Meu Sonho Azul

Levei-o no meu sonho azul
Azul, azul
Da cor do mar
Levei-o comigo
Sonhou um sonho
De apaixonar
Deitados na noite das ilhas
Na frescura, que tremor...

Trocava a vida toda
Pela vida deste amor
Meu Sonho Azul



Né Ladeiras / Pedro Ayres de Magalhães
Imagem retirada da net

quarta-feira, maio 12, 2010

Tabacaria

(...)
Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida

(...)


Álvaro Campos

segunda-feira, maio 10, 2010

Há dias em que mais vale


Há dias
Em que não cabes na pele
Com que andas
Parece comprada em segunda mão
Um pouco curta nas mangas

Há dias
Em que cada passo e mais um
Castigo de Deus
Parece
Que os sapatos que vês
Enfiados nos pés
Nem sequer são os teus

À noite voltas a casa
Ao porto seguro
E p'ra sarar mais esta corrida
Vais lamber a ferida
Para o canto mais escuro

(...)

(...)
Enfim,
Há dias em que eu
Também estou assim

Parece que pagamos os
Pecados deste mundo
Amarrados aos remos de um
Barco que está no fundo.



João Monge

sexta-feira, maio 07, 2010

Saudades


Nós dois,
Pele na pele
Boca na boca
Línguas misturadas

Corpos encaixados
Desfrutando-se por Amor

E com todo o amor
Entrego-me completamente a ti
Fico tonto de paixão com o teu cheiro
Sinto as tuas mamas endurecerem
Deliro quando começas a gemer
Sinto a suculência do teu mel
Sinto o aperto das tuas coxas
Quando és toda minha

Gemo, grito, enlouqueço, venho-me...
Perdido de amor por ti.

De coração acelerado, respiração ofegante, olho-te nos olhos.
Beijo-te na boca e sussurro ao teu ouvido:
- Amo-te.



Toni
Foto retirada da net

quarta-feira, maio 05, 2010

Canção do Amor Imprevisto


Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
nada, numa alegria atônita...

A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.



Mario Quintana
Imagem retirada da net

segunda-feira, maio 03, 2010

Poeminha do Contra

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!


Mario Quintana