Sexta-feira, Novembro 27, 2009

O Piano




Realização: Jane Campion
Música: Michael Nyman

Quinta-feira, Novembro 26, 2009

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain




Realização: Jean-Pierre Jeunet
Música: Yann Tiersen

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

O Carteiro de Pablo Neruda





Realização: Michael Radford/Massimo Troisi
Música: Luis Enríquez Bacalov

Terça-feira, Novembro 24, 2009

A Insustentável Leveza do Ser




Realização: Philip Kaufman
Música: Mark Adler

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Magnolia




Realização: Paul Thomas Anderson
Música: Wise Up - Aimee Mann

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Fora isso, é um Santo




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Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Mobbing no Trabalho

O que é o "Mobbing"?

Violência moral ou psíquica no trabalho: atitudes ou comportamentos de violência moral ou psíquica em situação de trabalho, segregação e violência repetida ao longo do tempo de maneira sistemática ou habitual, que levam à degradação das condições do ambiente de trabalho, comprometendo a saúde ou o profissionalismo ou ainda a dignidade do trabalho.

Em inglês, "to mob" significa "agredir". Na prática, podemos traduzir isso com duas palavras: vergonhosa intimidação.
Uma verdadeira praga social, um verdadeiro fenómeno de delinquência organizada, com três componentes: a vítima (o "mobizado"), o agressor(es) (Mobbers) e os cúmplices (colegas, que compactuam de forma cobarde com o(s) mobber(s)).

Os efeitos do mobbing sobre a vítima são ansiedade, insônias, falta de apetite ou apetite excessivo, de produtividade, dores fortes de cabeça, tonturas, esgotamento e depressão.

Perfil pessoal da vítima: Colega tímido, sensível, inteligente um pouco mais do que a média, insatisfeito, honesto, pessoa de princípios e valores. Dedicado à instituição ou à empresa e normalmente trabalha acima da média.

Perfil pessoal do mobber: Colega invejoso, de ideias fixas, manipulador, gosta de impor aos outros colegas ideias negativas, gosta de se fazer vítima, expressa-se e influência com facilidade outros colegas. Não gosta da sua profissão e por isso é pouco dedicado, nem gosta dos colegas que se dedicam, por isso conspira e influência outros colegas a terem a mesma atitude contra esses colegas de forma a isolá-los. É certamente uma pessoa com problemas pessoais, de família, é instável mas extrovertida.

O mobbing é usado por colegas de instituições ou empresas que querem afastar outro trabalhador que se tornou um incómodo para eles. Muitas vezes não é a própria empresa nem um superior que exerce o mobbing, acontece muitas vezes ser exercido por alguém que apesar de estar há pouco tempo na empresa ou instituição quer ser promovido, tentando exercer pressão sobre os que trabalham consigo. A técnica é relativamente simples, subtil e camuflada, nas empresas ou instituições, tentam através do esgotamento ou depressão de um colega afastar/aposentar/demitir de forma indirecta.

Na Administração Pública isso é mais difícil, mas não é impossível. Nas empresas ou instituições do Estado é normalmente utilizada uma técnica distinta, começa-se por organizar o mobbing entre vários colegas, de modo a isolar outro(s) colega(s) de tarefas, actividades e até convívios ou festas habituais de modo a afectá-lo psicologicamente. Se a vítima não conseguir resistir, opta pela transferência, que pode parecer uma vantagem para quem é "mobizado", mas na realidade converte-se num erro. Quem sofre por mobbing na Administração Pública vive a tentação de entregar "os pontos" e de deixar-se vencer de maneira fácil, pedindo transferência ou destacamento para outra Instituição, em relação àquele que sofre do mesmo problema numa Empresa privada.

SETE CONSELHOS PARA RESISTIR AO MOBBING:

1) Não se isole, apesar desta ser a sua primeira tendência.
2) Não ceda ao desânimo e à depressão, participe nas actividades ou convívios mesmo que o ignorem.
3) Não pense que é o único, normalmente existem outros colegas vitimas de mobbing.
4) Procure aliados. Isso nem sempre é fácil, porque muitas vezes afastam-se para que o mobbing dirigido a você não se volte também contra eles. O mobbing é transversal, são os próprios colegas que são mobbers ou cumplices
5) Denuncie as ocorrências a outros colegas e à Administração da Empresa.
6) Inscreva-se numa associação contra o Mobbing como a italiana M.I.M.A.
7) Procure as vias legais. Neste caso, recolha documentação, registe as datas horas e pessoas presentes durante as ocorrências e procure um advogado. Na maioria dos códigos penais dos países Europeus é possível enquadrar no procedimento penal e/ou civil.

RESISTIR! RESISTIR! RESISTIR!

M.I.M.A. Associazione MIMA via Filippo Meda 169, 00157 Roma
http://www.mimamobbing.org/


Sobre o Mobbing
http://www.ctoc.pt/downloads/files/1155034857_40a49.pdf



Artigo retirado daqui:
http://aeiou.expressoemprego.pt/scripts/forum/display_topics.asp?ForID=31

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Os últimos...




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Terça-feira, Novembro 17, 2009

Que amor não me engana

Que amor não me engana
Com a sua brandura
Se de antiga chama
Mal vive a amargura

Duma mancha negra
Duma pedra fria
Que amor não se entrega
Na noite vazia

E as vozes embarcam
Num silêncio aflito
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito

Muito à flor das águas
Noite marinheira
Vem devagarinho
Para a minha beira

Em novas coutadas
Junto de uma hera
Nascem flores vermelhas
Pela Primavera

Assim tu souberas
Irmã cotovia
Dizer-me se esperas
O nascer do dia



Zeca Afonso

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Sonhos



Sonhos em que me entrego a ti e tu estás toda nua.
Sonhos deliciosamente repletos de ternuras, sabores e cheiros encontrados no momento.
Sonhos em que os nossos corpos se entregam ao amor e nos fazem gemer de desejo.
Sonhos em que fico zonzo de excitação, com o sabor dos teus beijos, o cheiro da tua pele, o mel do teu sexo.
Sonhos em que me abraças entre as tuas coxas, apertas-me dentro de ti e ouves o teu macho gemer, gritar o teu nome louco de prazer, enquanto sentes a invasão quente das ejaculações.



Toni
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Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Cuidado com o Twitter




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Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Ode de Ricardo Reis



Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos).

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassossegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimentos demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.



Ricardo Reis
Foto retirada da net

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Ode de Ricardo Reis



Antes de nós nos mesmos arvoredos
Passou o vento, quando havia vento,
E as folhas não falavam
De outro modo do que hoje.

Passamos e agitamo-nos debalde.
Não fazemos mais ruído no que existe
Do que as folhas das árvores
Ou os passos do vento.

Tentemos pois com abandono assíduo
Entregar nosso esforço à Natureza
E não querer mais vida
Que a das árvores verdes.

Inutilmente parecemos grandes.
Salvo nós nada pelo mundo fora
Nos saúda a grandeza
Nem sem querer nos serve.

Se aqui, à beira-mar, o meu indício
Na areia o mar com ondas três o apaga,
Que fará na alta praia
Em que o mar é o Tempo?


Ricardo Reis

Imagem retirada da net

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Ode de Ricardo Reis



Nada fica de nada. Nada somos.
Um pouco de sol e ao ar nos atrasamos
Da irrespirável treva que nos pese
Da humilde terra imposta,
Cadáveres adiados que procriam.

Leis feitas, estátuas vistas, odes findas -
Tudo tem cova sua. Se nós carnes
A que um íntimo sol dá sangue, temos
Poente, por que não elas?
Somos contos contando contos, nada.


Ricardo Reis
Imagem retirada da net

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Ode de Ricardo Reis



(...)
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.


Ricardo Reis
Imagem retirada da net

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Nota 10

Na prova do Curso de Química, foi perguntado:

- Qual a diferença entre SOLUÇÃO e DISSOLUÇÃO?

Resposta de um aluno:

- Colocar UM dos Nossos Políticos num Tanque de Ácido é uma DISSOLUÇÃO.
Colocar TODOS é uma SOLUÇÃO.



Recebido por email

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Perder




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Quarta-feira, Novembro 04, 2009

P'ra Sempre



O nosso amor de sempre
Brilhará, p'ra sempre
Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Vou gostar de ti



Xutos & Pontapés
Foto retirada da net

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Vem



Estou louco para te amar.
Num longo e terno amor quando, na cama, te encontrar nua.
Os nossos corpos, colados, enlaçam-se na urgência do desejo.

E com toda a pressa do mundo, beijo-te o pescoço, seguro-te os cabelos, digo-te que és linda, deliciosa...
Boca na boca, trocamos os mais ardentes beijos. As nossas línguas bailam, enroscam-se, deslizam, amam-se...

Como se não houvesse tempo, vou descendo com a minha boca, com a minha língua...
Abro-te as pernas e, percorrendo-te com a língua, saboreio-te lentamente, provo-te com prazer, chupo-te, proclamo-te minha.
Rendida, gemes amorosamente, levas-me mais longe, mais fundo... e perco-me, deliciado, nos encantos deste amor.



Toni
Foto retirada da net

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Cala a boca




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Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Mulheres de Atenas



Mirem-se no exemplo
daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seu maridos,
orgulho e raça de Atenas

Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem, imploram
Mais duras penas
Cadenas

Mirem-se no exemplo
daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos,
poder e força de Atenas

Quando eles embarcam, soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam sedentos
Querem arrancar violentos
Carícias plenas
Obscenas

Mirem-se no exemplo
daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos,
bravos guerreiros de Atenas

Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar o carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas
Helenas

Mirem-se no exemplo
daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos
os novos filhos de Atenas

Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito nem qualidade
Têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas
Morenas

Mirem-se no exemplo
daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos,
heróis e amantes de Atenas

As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
Às suas novenas
Serenas

Mirem-se no exemplo
daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos,
orgulho e raça de Atenas



Chico Buarque

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Coitado! que em um tempo choro e rio

Coitado! que em um tempo choro e rio;
Espero e temo, quero e aborreço;
Juntamente me alegro e entristeço;
Duma cousa confio e desconfio.

Voo sem asas; estou cego e guio;
E no que valho mais menos mereço.
Calo e dou vozes, falo e emudeço,
Nada me contradiz, e eu aporfio.

Queria, se ser pudesse, o impossível;
Queria poder mudar-me e estar quedo;
Usar de liberdade e estar cativo;

Queria que visto fosse e invisível;
Queira desenredar-me e mais me enredo:
Tais os extremos em que triste vivo!



Luis de Camões

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Tudo o que faço ou medito



Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica,
E eu sou um mar de sargaço.



Fernando Pessoa
Foto retirada da net

Terça-feira, Outubro 27, 2009

Senhora, partem tão tristes



Senhora partem tão tristes
Meu olhos por vós, meu bem
Que nunca tão tristes vistes
Outros nenhuns por ninguém.

Tão tristes, tão saudosos,
tão doentes da partida,
tão cansados, tão chorosos,
da morte mais desejosos
em mil vezes que da vida.

Partem tão tristes, os tristes,
tão fora de esperar bem
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.



João Roiz de Castelo Branco
Imagem retirada da net