sexta-feira, janeiro 11, 2008

Amor de um Anjo


Acordei com a tua silhueta recortada na janela.
Não sei se percebeste que estava acordado, ou se estavas simplesmente a deixar voar os teus pensamentos, mas a tua voz soava terna e calorosa.

Tinha sido o desejo que nos levara ali, num caminho repleto de beijos, palavras apaixonadas, de roupa que se libertava de nós com urgência desesperada.
As regras que ignorámos, as convenções que quebrámos, as leis que infringimos, já não podiam impedir as carícias tão esperadas, as palavras desconexas, as respirações ofegantes de desejo, os gemidos de amor e paixão.

Mas tu és um anjo. Não é permitido deixares-te amar por um mortal e nenhum motivo é válido para desafiares o Universo.
É impossível justificar a razão pela qual o gosto do teu beijo, ou a doçura do teu mel, invadiram a minha boca.

Olhas-me... Nesse instante, tudo volta a fazer sentido.

Percebeste o que estava a pensar, aproximaste-te e fixaste-me nos olhos. Um breve sorriso aflorou nos teus lábios mesmo antes de os encostares aos meus.
- Está tudo bem! Vem, quero que me ames outra vez…



Toni
Foto retirada da net

2 comentários:

Rita disse...

Se me amassem assim, eu renunciava a ser anjo...

Feiticeira disse...

Gostava tanto de ser o teu anjo de Amor! Adorei o texto! Continua se ela é anjo não vai te fugir.